cover
Tocando Agora:

Passageira tem rosto paralisado após ser atropelada por motorista de app no fim de corrida em SC: 'Só queria minha vida normal'

Passageira tem rosto paralisado após ser atropelada por motorista de app em SC A jovem de 21 anos que foi atropelada por um motorista de aplicativo no fim de u...

Passageira tem rosto paralisado após ser atropelada por motorista de app no fim de corrida em SC: 'Só queria minha vida normal'
Passageira tem rosto paralisado após ser atropelada por motorista de app no fim de corrida em SC: 'Só queria minha vida normal' (Foto: Reprodução)

Passageira tem rosto paralisado após ser atropelada por motorista de app em SC A jovem de 21 anos que foi atropelada por um motorista de aplicativo no fim de uma corrida em Florianópolis fraturou o rosto, precisou passar por uma cirurgia de urgência e teve paralisia facial. Segundo a vítima, Mia Sophie da Silva Bispar, o desentendimento começou quando o celular dela descarregou e ela ofereceu R$ 100 em espécie para pagar o condutor. A batida ocorreu em 30 de maio. Nesta semana, o Procon municipal aplicou uma multa administrativa no valor de R$ 384 mil à empresa 99, plataforma na qual o condutor atuava como motorista parceiro. Em nota, a empresa informou que não comenta processos judiciais em andamento. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Passageira atropelada teve fratura no rosto O motorista envolvido foi ouvido pela Polícia Civil, mas não foi preso. A investigação informou que aguarda o resultado da perícia técnica de dois vídeos que registraram o fato (veja mais abaixo). Além da sanção financeira, o Procon encaminhou um pedido ao Ministério Público de Santa Catarina para que os protocolos de segurança anunciados pela empresa sejam formalmente investigados. O procedimento investigatório já foi instaurado pelo órgão. Imagem mostra ferimentos de passageira após ser atropelada por motorista de app NSC TV/Reprodução O que aconteceu? Mia foi atingida pelo veículo na frente de casa, no bairro Canajurê, e precisou ser encaminhada ao hospital. Além da fratura no rosto, a passageira machucou as mãos e sofreu cortes nas regiões da sobrancelha e dos braços. Segundo a vítima, o desentendimento começou quando o celular dela descarregou e ela ofereceu ao condutor R$ 100 em espécie para pagar a corrida de R$ 21,90. A jovem passou pela cirurgia em 17 de junho, no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis. Em entrevista à NSC TV, a atendente do telemarketing informou que está “totalmente traumatizada” após o ocorrido. Agora, ela terá que fazer sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos de parte do rosto. “No momento, eu só queria a minha vida normal de volta, o que eu sei que isso nunca vai acontecer. Esses pontos que estão no rosto, ponto interno, as cicatrizes que estão aqui na minha mão, tudo isso cura. Machucado cura, mas o meu psicológico jamais vai curar e vai voltar a ser o que era antes”, disse. Ela diz que tem medo de sair na rua ou até de pedir um carro de aplicativo novamente. "Tanto eu quanto a minha família. Eu tenho medo de pegar um carro de aplicativo novamente, eu tenho medo de estar dentro de casa. Qualquer barulho de telefone, de celular, eu fico com medo. São traumas que vão ficar para o resto da minha vida". Houve proposta de acordo? A vítima acionou advogados para buscar a responsabilização dos envolvidos. Segundo Mia, os representantes do aplicativo só fizeram o primeiro contato quase um mês após o episódio, impulsionados pela repercussão do caso. Ela afirmou que a advogada da empresa apresentou uma proposta de acordo que considerou "totalmente inviável" diante dos danos sofridos. "Para mim, o que importa agora não é qualquer tipo de valor simbólico. Eu preciso, no momento, de um apoio psicológico que, desde o início do acidente até agora, não houve", declarou. Multa de R$ 384 mil O Procon Municipal de Florianópolis justificou a multa de R$ 384 mil - patamar máximo permitido - sob o entendimento de que houve falha grave na prestação do serviço e que os mecanismos de segurança oferecidos pela plataforma foram insuficientes para proteger a consumidora. "A multa foi aplicada no fator máximo porque [a empresa] colocou em risco a vida da passageira. As respostas da empresa no quesito de segurança não são satisfatórias nem para esse caso, nem para os casos seguintes", afirmou o diretor do órgão, Tiago Silva Mussi. De acordo com o diretor, o Procon local possui mais de 240 processos ativos envolvendo plataformas de transporte, com queixas que vão desde furtos e assédio sexual até violência física. "Este é o primeiro caso que envolve risco à vida, e isso é algo muito grave", completou. Passageira atropelada por motorista de app ficou com parte do rosto paralisada NSC TV/Reprodução Investigação Segundo a Polícia Civil, todos os envolvidos já prestaram depoimento. No momento, a apuração aguarda o resultado da perícia técnica de dois vídeos que registraram o fato. De acordo com os investigadores, as análises das imagens serão fundamentais para esclarecer as divergências entre as versões apresentadas pela passageira e pelo motorista. O que disse a 99? Na época, a empresa informou que baniu o motorista da plataforma permanentemente e reiterou que realiza checagem de documentos e de antecedentes criminais dos condutores em bases públicas, além de oferecer ferramentas de segurança e seguro para todas as viagens. Procurada novamente para se posicionar sobre os novos desdobramentos e as declarações da vítima, a 99 disse que não comenta processos judiciais que ainda estão em andamento. Passageira é atropelada por motorista de aplicativo após corrida em Florianópolis VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias